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O c�u est� escurecendo e a chuva amea�a cair l� fora. Aqui dentro chove h� mais tempo. Uma chuva fina, dessas de fim de tarde. Com gosto e cheiro de melancolia, um convite �s l�grimas que guardamos sem nem saber o porqu�. � banhada por essa chuva fina que caminho. �mida e silenciosa. Me faltam palavras, me falta o calor, me falta o fogo que antes queimava as entranhas, �mida e silenciosa. Eu conheci o lado obscuro do desejo. Vi a face mais suja da desesperan�a. Beijei a boca do abandono e dormi em len��is de medo. Fui verme, fui sombra, fui morte. Um cheiro medonho de desencanto. A incompreens�o alheia era minha �nica companhia. E o que antes era promessa foi esvaindo-se, desprendendo-se da �nica coisa que me restava: o nome. Por ironia ou gratid�o, resolvi mant�-lo. N�o que traduza mais alguma verdade. N�o traduz. Ali�s, n�o diz nada. Nem de umidade, nem de sil�ncio. � apenas um nome. Lembran�a daquilo que um dia existiu. Um nome. Uma lembran�a. A chuva fina, �mida e silenciosa. |